terça-feira, 19 de maio de 2009

… Tenho saudades... de alguém que me queira adormecer…

O toque que não toca, nem estremece… Só eu sei!
Adormecer, apenas a sensação de adormecer alguém, diferente de adormecer com alguém. Adormecer com alguém pode ser simplesmente partilhar a mesma cama, cair redondo e cansado, abraçados no sono. Adormecer alguém é diferente, não e uma situação, nem um jeito que se faz, nem um gesto de simples carinho. Adormecer alguém, no seu sentido puro, é acima de tudo um gesto de prazer e de entrega, e de esforço, porque se luta contra o próprio sono enquanto se trata, de uma forma altruísta, de quem temos nos braços. O corpo tem de estar próximo o suficiente para se sentir, mas longe o possível para que haja conforto e espaço, O essencial são as mãos, e o ritmo... lento, balanceado e lânguido. As mãos afagam, apertam, tocam, ou simplesmente pousam por momentos, sobre a pele. Penteiam vagarosamente os cabelos como se fossem brisa, apertam a nuca com uma força mínima, escorregam pelo pescoço, massajam os ombros, percorrem as costas durante longos minutos até chegar à cova do fim da coluna onde a palma da mão repousa, rodopiando, lentamente, em círculos disformes. Quando se adormece alguém ouve-se os gemidos, baixos, embrenhados em preguiça e sono. Sons já inconscientes de quem se entrega à noite embalado por um sossego imenso. … Tenho saudades de dormir nos braços de alguém... de alguém que me queira adormecer…

quarta-feira, 13 de maio de 2009

impaciência de um coração

As palavras estão gastas, as recordações são interpeladas por medos e angústias… Mas os dias avançam e o que é certo e outrora decidido, ganha um peso questionável, como se a hipótese da resolução pudesse ser uma luta, apenas mais uma luta, mesmo que árdua, e no fim o coração se enchesse de novo…
Não há pior na vida do que não podermos ir atrás do que sentimos, simplesmente (ou principalmente) porque isso não é o melhor para nós!
Vi de perto o abismo, quis ir em frente e sei porque o fiz… e agora restam as razões e a lógica que serviu de travão ao que me fez menos feliz nos últimos tempos.
Mas o pensamento, a cabeça, o sorriso… estão lá!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

...

Escrevi isto há um tempo...

...é saboroso partilhar a vida assim, saber divagar sobre os sentimentos, fazer planos de vida, reflectir sobre o futuro, e o passado, mas também rir sobre o nada. Discutir vicissitudes, chorar num filme, apreciar um bailado, uma cenografia, um obra de arquitectura, ou também ser feliz só por receber um raio de sol numa esplanada, ou o reflexo da lua no mar salgado... vida simples, talvez, mas completa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

No fim...

No fim... Tudo faz sentido!
Faz sentido mas dói... agarramo-nos a argumentos, lutas desmedidas e falhadas, a factos, conclusões, teorias... e faz sentido! é o melhor!
Mas dói caramba, corrói. Aperta e estrangula...
...e na exaustão do insuportável toda a lógica e certeza é interrompida por uma emoção em flecha que amacia e relativiza o óbvio!
Mas desta vez há uma diferença... EU quero ser feliz!
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(Voltei)