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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Momentos...

Saber, eu até sabia... Mas não pude deixar de ir...

Suspeitava que a tua presença não me ia ser indiferente, mas a melhor forma de resolver os problemas é enfrentá-los e não me permitiria ficar a pensar como seria sem ir ver...
O trato da minha parte foi igual ou 'mais desinteressado'... o tal jogo que tantas vezes acho desnecessário e desgastante, serve como defesa. O corpo responde de uma forma desprovida de verdade, mente a cada movimento que te ignora... Mas não queria fazer-te sentir especial...
Sem olhar sentia-te ali e cada movimento fazia-me pensar em mil coisas.

Criamos um biombo psicológico a noite toda... na viagem de regresso, destino ou não,viemos no mesmo carro... o mindinho fugiu-te e tocou-me na mão, eu não reagi, não queria reagir, apenas um arrepio me dominou... num esforço desajeitado senti as tuas carícias quase imperceptíveis e milimétricas. Sem nos olharmos, sem assumirmos...
A simplicidade de certos momentos toca-nos e faz-nos sentir vivos.
Uma explosão emocional que contrastou com a minha serenidade, apenas aparente...
Não percebo e infelizmente não te sei perceber...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Resta-nos TUDO agora...

Tudo ficou mais real agora...
O tempo desaparece e rouba-nos a possibilidade de aproveitarmos tudo tal como desejamos e 'combinamos'.
Agora existe uma data, agora tudo tem prazo...
Sei que nada mudará, apenas a rotina, mas não poderei jamais deixar de sentir a vossa perda. Estes últimos tempos, embora camuflados com a nossa cumplicidade e alegria, foram duros e nunca deixei de saber que ia acontecer...
É duro para quem fica, mais duro ainda para quem vai, mas...
Felizmente há coisas que esta estranha forma de viver já não me tira...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Será?

Será que...

Se eu, por momentos, tivesse os olhos de uma outra pessoa, o amarelo seria para mim azul? ou... o que é uma esfera aos seus olhos seria para mim um cubo?...
Penso e tenho a certeza que as referências e aprendizagens visual, intelectual e sentimental são perceptíveis de forma diferente para cada um...
É estranho pensar nisso, mas acaba por ser o factor destabilizador que garante o equilíbrio.

Estou eu na minha vida e recebo uma mensagem de alguém que devia pedir desculpa por se voltar a cruzar no meu caminho...Mas vai insistindo, de uma forma ou de outra... Vira o disco e toca o mesmo, o nham-nham-nham do costume... Perguntei-me se algum dia, por algum momento tinha achado piada aquele tipo de 'achegas' (estou a ser educada), porque das duas uma:
- Naturalmente cresci e tudo ficou mais claro agora (continuo a achar muito estranho na mesma);
- Ou alguém regrediu! E muito!
De qualquer forma intriga-me e surpreende-me que as próprias pessoas não estabeleçam limites, não relativizem as situações.
Tudo muda e vai mudando e nós temos o dever de nos adequarmos ao que, por nossa responsabilidade, provocamos.
Isto não é um campo de guerra! (Digo eu!)
Onde está a estratégia? Há campos viciados, mais sensíveis em prol de um passado... o jogo devia mudar... Ah ok... Onde estou com a cabeça!
Por momentos achei que tinha sido engano... Lá estou eu a sobrestimá-lo!
O silêncio nestas situações é o meu melhor amigo!

Será que...
a esfera pode ser mesmo um cubo?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

???


Porque é que as pessoas quando falam para o estrangeiro GRITAM?
Se assim fosse passava o dia a gritar...

Há uns anos largos ,ainda entendia, agora as comunicações são perfeitas...